O Pentágono pode redirecionar parte da ajuda militar destinada à Ucrânia para o Oriente Médio, segundo relatos publicados na quinta-feira pelo Washington Post, citando fontes com conhecimento do assunto. A pauta envolve mísseis de defesa aérea, comprados por meio do programa Prioritised Ukraine Requirements List (PURL).
O PURL permite que outros membros da OTAN financiem a aquisição de armas dos EUA para Ucrânia. A atualização sobre o tema foi feita após o governo dos EUA informar o Congresso de que planeja realocar cerca de 750 milhões de dólares fornecidos por nações da OTAN para reabastecer estoques militares americanos.
Contexto diplomático e impactos
O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, não comentou diretamente as possíveis mudanças, dizendo apenas que é responsabilidade dos governos decidir sobre o suporte a Ucrânia. Dados do PURL indicam sua importância, com 70% das baterias de Patriot já fornecidas pela iniciativa.
Ucrânia e Europa acompanham o debate com preocupação. O presidente Volodymyr Zelenskyy pediu que a Europa desenvolva capacidade própria de defesa, incluindo sistemas de artilharia antiaérea, drones e mísseis, para reduzir dependência externa.
Antes, o presidente Zelenskyy ressaltou que mais de 800 mísseis Patriot foram usados nos primeiros dias do conflito entre Irã e Israel, destacando a importância de defesa antibalística para enfrentar ataques continuados.
Peritos militares afirmam que, diante de ataques russos recorrentes à infraestrutura energética ucraniana, as forças de Moscou intensificaram o uso de mísseis balísticos, para os quais os Patriot são o principal contrapeso.
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