O Grupo dos Sete (G7) definiu que a missão de proteger a passagem pelo Estreito de Hormuz só ocorrerá após o fim das hostilidades no Oriente Médio. A decisão foi anunciada pelos ministros das Relações Exteriores durante reunião na França.
O endurecimento da tensão envolve os EUA, Israel e Irã. A passagem pelo estuário é crucial para o fluxo de energia global e tem ficado praticamente fechada desde o início dos confrontos, quase um mês atrás.
Jean-Noël Barrot, ministro francês, afirmou que há consenso internacional para manter a liberdade de navegação, mesmo em meio a conflitos que afetam países dependentes do tráfego marítimo.
Situação atual e próximos passos
A missão internacional de escolta deverá operar após o retorno da calmaria, em postura estritamente defensiva, conforme o direito internacional, segundo Barrot. A iniciativa depende de avanços na redução de hostilidades.
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, sinalizou que o esforço é pensado como necessidade pós-conflito, para apoiar o reestabelecimento de rotas seguras e o seguro de navios que atravessarem o estreito.
Johann Wadephul, ministro alemão, disse que pretende ampliar o apoio europeu após o fim das hostilidades, buscando ampliar o acordo entre as nações para a proteção de navegação.
Mais de 30 países, entre eles Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão, manifestaram disposição de contribuir para a garantia de passagem segura pelo Hormuz, sem detalhar a implementação.
A secretária de Relações Exteriores do Reino Unido destacou que a ação será defensiva e visa proteger o funcionamento da economia global, sob riscos de interrupção causados pelo conflito.
O Estreito de Hormuz continua sendo uma rota estratégica, com grande parte do petróleo e gás mundial trafegando pela região. A geografia facilita táticas de guerra marítima e eleva o risco para navios e seguradoras.
Especialistas avisam que, embora haja apoio internacional, a operação envolvendo forças terrestres ou aéreas em Hormuz envolve grandes incógnitas e potenciais custos humanos e econômicos.
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