O Irã condenou nesta sexta-feira 27 uma série de ataques israelenses a alvos nucleares no país, prometendo cobrança pelo ocorrido. As ações atingiram instalações de urânio e um reator de água pesada no centro do Irã, além de duas fábricas de aço em Isfahan, situadas a oeste.
Pelas informações da imprensa estatal IRIB, pelo menos uma pessoa morreu e outras 15 ficaram feridas em uma das fábricas de Isfahan. Os ataques ocorreram após declarações do presidente dos EUA sobre o adiamento de ataques a sites de energia no Irã, caso Teerã aceitasse reabrir o Estreito de Ormuz.
Ao publicar sobre os ataques, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Israel agiu em coordenação com os EUA e que o ataque contraria o prazo de Teerã para renunciar ao controle do estreito. Em tom firme, Araghchi avisou que o Irã cobrará um alto preço pelos crimes israelenses.
Reação iraniana
O chefe da diplomacia iraniana reforçou a piora do cenário regional e destacou que Teerã não tolerará novas agressões. Autoridades iranianas atribuíram responsabilidade aos ataques israelenses e destacaram que as ações prejudicam a segurança regional.
Acompanhamento internacional
A agência nuclear da ONU, dirigida por Rafael Grossi, pediu contenção militar para evitar qualquer risco de acidente nuclear, em meio aos ataques. A ONU reiterou a necessidade de evitar escaladas que possam ampliar o conflito na região.
O Ministério das Relações Exteriores iraniano não informou sobre novas fases de resposta, mantendo o tom de cobrança e alerta para consequências. As informações sobre danos e vítimas seguem recebidas de fontes oficiais iranianas.
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