O Haiti deverá receber em abril uma força multinacional dedicada a combater gangues, chamada Força de Supressão de Gangues (GSF). O contingente deve chegar com cerca de 5.500 tropas, cinco vezes mais que a missão anterior, com apoio logístico da ONU e mandato ampliado.
A iniciativa é coordenada por um Grupo Permanente de Parceiros, que inclui EUA, Canadá, El Salvador, Guatemala, Jamaica, Quênia e Bahamas. Ainda não está definido quantos militares cada país enviará, nem se todos permanecerão no Haiti.
Contexto e objetivos
A GSF substitui a Missão de Apoio à Segurança Multinacional (MSS), encerrada em outubro. A experiência anterior, liderada pelo Quênia, foi amplamente considerada falha, mesmo com a presença de forças internacionais.
O objetivo é levar a luta às gangues que dominam parte do território haitiano e interromper rotas de suprimento, com mandato que permite atuação mais direta do que a MSS.
Desafios e financiamento
A logística contará com apoio da ONU por meio de um Escritório de Apoio no Haiti, o que busca reduzir a dependência de contribuições voluntárias. Ainda assim, permanece incerta a composição final da força e a fonte de recursos para salários e operações.
Especialistas lembram que, na prática, gangues continuam com controle significativo de áreas estratégicas, inclusive de portos e estradas, o que complica ações rápidas e eficazes.
Opiniões técnicas e riscos
Analistas destacam que a MSS tinha limitações de pessoal, dinheiro e equipamento, o que afetou o desempenho. Com o aumento de efetivo e um mandato mais amplo, a GSF pode atuar com maior autonomia, mas o risco de danos a civis persiste em operações em áreas densamente povoadas.
Organizações de direitos humanos solicitam salvaguardas robustas, treinamento adequado de tropas em proteção de grupos vulneráveis e clareza sobre códigos de conduta. A participação de países em triagem de voluntários ainda gera questionamentos.
Seguimento
Os próximos meses devem esclarecer se a experiência atual conseguirá evitar falhas do passado. A população haitiana aguarda respostas rápidas para reduzir violência, deslocamentos e impactos humanitários, com a comunidade internacional acompanhando de perto.
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