Os Houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, lançaram mísseis contra Israel neste sábado, em seu primeiro ataque desde o início da guerra envolvendo EUA, Israel e Irã. A ofensiva aumenta o risco de expansão do conflito, que já está na quinta semana.
Autoridades americanas afirmaram que esperam concluir operações militares em poucas semanas. Os Houthis, por sua vez, disseram que continuarão ataques até terminar a agressão em todas as frentes. Não houve confirmação de custo humano imediato.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, conversou com o primeiro-ministro do Paquistão, que sediará reunião com ministros de Turquia e Arábia Saudita para buscar reduzir tensões regionais. A agenda diplomática ocorre em meio a persistentes confrontos na região.
Israel informou ter atingido alvos em Teerã, descritos como infraestrutura governamental iraniana. O Irã respondeu, atingindo uma base aérea na Arábia Saudita e ferindo 12 militares norte-americanos, dois gravemente. Não houve confirmação de desfechos diplomáticos.
Risco para navegação e comércio
O ataque dos Houthis indica potencial alcance distante, ameaçando rotas marítimas na Península Arábica e no Mar Vermelho. O Estreito de Bab al-Mandab, espaço estratégico para o trânsito rumo ao Canal de Suez, é visto como alvo provável em caso de escalada.
Especialistas destacam que o fechamento continuado do Estreito de Ormuz já provoca impacto no fornecimento global de petróleo. A mobilização regional amplia a volatilidade econômica e as tensões entre blocos regionais, sem sinal de solução diplomática imediata.
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