A polícia do Nepal prendeu o ex-primeiro-ministro e o ex-ministro do Interior na madrugada de sábado, em Kathmandu e arredores. A ação mira o endurecimento de agosto a setembro do ano passado, quando protestos deixaram 76 mortos e mais de 2.300 feridos.
Khadga Prasad Sharma Oli e Ramesh Lekhak são acusados de ordenar o uso de força contra manifestantes durante a onda de protestos que derrubou o governo. A operação ocorreu em suas residências, com encaminhamento direto ao distrito policial de Kathmandu.
O atual ministro do Interior, Sudan Gurung, confirmou as prisões em redes sociais, dizendo que ninguém está acima da lei. Ele ressaltou que a ação é parte do que chamou de início de justiça, sem revanchismo.
Contexto político e desdobramentos
Um dia após a posse do novo governo, liderado pelo rapper Balendra Shah, o país busca apuração sobre as mortes e feridos. Shah venceu as eleições parlamentares com a Rastriya Swatantra Party, prometendo justiça.
As manifestações, impulsionadas por jovens conhecidos como Gen Z, provocaram ataques a sedes do governo, ao Palácio de Sushila Karki e a instalações da polícia. A crise culminou na nomeação de Sushila Karki como primeira-ministra mulher interina.
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