O governo espanhol ampliou a restrição de uso do espaço aéreo para aeronaves militares dos Estados Unidos envolvidas no conflito com o Irã. A medida já valia para duas bases espanholas e passou a abranger todo o território.
A decisão foi anunciada pelo ministro de Relações Exteriores, José Manuel Albares, que informou à emissora Rac 1 que Madrid bloquearia voos ligados ao conflito. O objetivo é evitar qualquer escalada.
A medida se soma às restrições anteriores de acesso à base naval de Rota, em Cádiz, e à base aérea de Morón de la Frontera, em Sevilha. O espaço aéreo fechado não cobre situações de emergência, segundo fontes militares citadas pela imprensa.
O ministro da Economia, Carlos Cobo, criticou a ação liderada pelos EUA, descrevendo-a como uma guerra unilateral que viola o direito internacional. França informou que a Espanha não participará ou contribuirá para operações no Irã.
A crise diplomática entre Madrid e Washington se intensificou após uma ameaça de Donald Trump de cortar o comércio com a Espanha por não permitir o uso das bases para operações iranianas. O presidente também descreveu a Espanha de forma desfavorável durante visita à Casa Branca.
O Ministério da Defesa afirmou que as restrições foram comunicadas aos militares dos EUA desde o início e que bases nem o uso do espaço aéreo espanhol estão autorizados para ações relacionadas ao Irã.
A base de Rota continua a contar com presença naval dos EUA e funciona como centro logístico para operações americanas na Europa e no Mediterrâneo, o que pode ser impactado pela restrição de tráfego aéreo.
Especialistas apontam que a limitação complica a logística militar dos EUA, dado que o território espanhol fica em rota estratégica entre EUA, Oriente Médio e Europa. A medida reflete uma posição oficial de neutralidade na crise e alinhamento com princípios da ONU.
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