O Conselho de Segurança da ONU pode votar nesta sexta-feira uma resolução proposta pelo Bahrein para proteger a navegação no estreito de Ormuz. A iniciativa busca autorizar “meios defensivos necessários” por pelo menos seis meses para evitar interrupções no tráfego de petróleo. A China, Rússia e França devem se opor ao uso da força.
O Bahrein, que preside o órgão com 15 membros, recebeu apoio de EUA e outros países árabes do Golfo. O embaixador da região afirmou que a resolução visa evitar danos ao comércio mundial e à estabilidade regional. O texto foi elaborado após ataques recentes que reduziram a passagem de navios pelo estreito.
Diplomatas apontam que a China, detentora do poder de veto, já indicou resistência a qualquer autorização de força. O embaixador chinês à ONU, Fu Cong, declarou que a medida poderia legitimar ações ilegais e desencadear nova escalada. A linguagem da minuta já sofreu ajustes para contornar objeções.
Um quarto rascunho chegou a ser colocado em regime de silêncio para aprovação até o meio-dia na quinta-feira, mas fontes indicam que China, Rússia e França teriam considerado o texto suficiente para uma votação. A equipe diplomática afirmou que a votação ocorrerá na manhã de sexta, conforme agenda da reunião do Conselho.
Al Zayani afirmou que a tentativa iraniana de controlar o estreito representa ameaça aos interesses globais e requer resposta firme. Ahmed Aboul Gheit, secretário-geral da Liga Árabe, afirmou apoiar os esforços para garantir a passagem segura pelo estreito. O Reino Unido sediou uma reunião com mais de 40 países para discutir a questão.
Na última semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu manter ataques, sem apresentar planos concretos para reabrir o estreito. Tal postura elevou as preocupações sobre a participação dos EUA na garantia da navegação. O preço internacional do petróleo reagiu com novas altas.
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