O Irã alertou a comunidade internacional sobre o risco de vazamento radiológico após ataques próximos à Usina Nuclear de Bushehr, executados por EUA e Israel. A defesa iraniana informou ter enviado uma segunda carta à ONU detalhando os ataques e cobrando ação internacional.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que os ataques ocorreram em diferentes episódios ao longo de março de 2026, com menção a uma terceira incursão próxima à usina. Segundo a representação iraniana, as ações aumentam o risco de contaminação e violam normas do direito internacional.
Araqchi também citou pressões recentes, inclusive ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, e destacou que decisões da ONU e da AIEA não evitaram repetidos ataques a instalações nucleares pacíficas do Irã. Ele pediu resposta efetiva da comunidade internacional.
Contexto internacional e legal
A carta aponta violação à Resolução 487 do Conselho de Segurança da ONU e a decisões da AIEA, além de mencionar salvaguardas do Protocolo Adicional I das Convenções de Genebra. O Irã sustenta que ataques próximos a instalações nucleares configuram risco grave para civis e meio ambiente.
O governo iraniano acusa Washington e Tel Aviv de desconsiderarem o direito humanitário e de manipularem informações sensíveis de salvaguardas da AIEA. Também ressalta que declarações do Diretor-Geral da AIEA sobre uso de armas nucleares seriam prejudiciais à credibilidade do regime de não proliferação.
O ministro enfatiza que a continuidade desses ataques pode abalar a confiança nas organizações internacionais encargadas de segurança nuclear. O Irã solicita registro formal da carta no Conselho de Segurança da ONU e circulação como documento da AIEA.
Pontos centrais da comunicação
Entre as ocorrências listadas pela parte iraniana estão ataques a Natanz em 1º e 21 de março, proximidade de Bushehr em 17 e 27 de março, além de ataques a Khondab-Arak e Ardakan-Yazd nesses dias. Alega-se que a indústria nuclear pacífica iraniana opera sob salvaguardas abrangentes.
A nota envia alerta sobre danos potenciais à saúde pública, ao meio ambiente e à economia regional. O Irã acusa os autores de violarem princípios do direito internacional humanitário ao visar infraestrutura nuclear pacífica.
O Irã também critica a postura de organismos internacionais, afirmando que, mesmo diante de cooperação, a segurança não tem garantia suficiente. O texto conclui requerendo medidas eficientes para evitar novos ataques e preservar a estabilidade regional.
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