O Encarregado de Negócios dos EUA no Brasil afirmou, em 18 de março, em São Paulo, que Washington aguarda uma resposta brasileira sobre minerais críticos. O governo Lula, por sua vez, disse não haver uma proposta formal a ser respondida. A situação é tratada como uma negociação em curso pelos EUA e como falta de conteúdo concreto pelo Brasil.
Equipes técnicas de Brasília e Washington, por meio do USTR, mantêm reuniões regulares, mas ainda sem anúncio público sobre o conteúdo. O tema já foi discutido anteriormente, com destaque para o processamento de terras-raras e interesse de acesso preferencial às reservas brasileiras.
Contexto e divergências políticas
O governo americano já sinalizou interesse em regras conjuntas e em posição que facilite o aproveitamento estratégico de minerais críticos. No Brasil, a avaliação é de que o país detém as reservas e cabe aos EUA apresentarem a proposta primeira, para abrir as negociações de forma estruturada. O Planalto teme transformar o Brasil em exportador de matéria-prima bruta.
Ponto estratégico interno
Há divergências internas nos EUA sobre mineração: uma corrente favorece cooperação e ativos compartilhados, outra aposta em pressão por meio de atores subnacionais, como estados. O Brasil também aponta inconsistências na forma de atuação, destacando a assinatura de memorando com Goiás feito pelo Departamento de Estado, não pela área técnica de mineração.
Perspectiva de futuro
Lula indicou interesse em discutir minerais críticos em eventual encontro com Trump. Enquanto isso, o Brasil afirma que, ao receber uma proposta formal, estará pronto para responder. Também há a ideia de criar um conselho de minerais críticos ligado à Casa Civil, para articular a estratégia oficial.
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