O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo 5 de abril de 2026 que o Irã deveria abrir a passagem no estreito de Ormuz. A fala ocorreu após uma declaração de 48 horas dada no sábado 4 de abril, com ameaça de ataque a pontes e usinas iranianas caso a passagem não seja liberada. O tom foi repetido pela manhã, em publicação na Truth Social.
Segundo Trump, há necessidade de liberar a passagem para evitar o que chamou de inferno para o Irã. Em sua postagem de hoje, o republicano também chamou o governo iraniano de bastardos loucos. As mensagens elevam a tensão já presente desde o início do conflito na região.
O estreito de Ormuz é uma rota estratégica que concentra cerca de 20% do petróleo global, além de gás natural. O fechamento parcial ou total da passagem eleva preços e traz impactos para mercados internacionais. O Irã vem bloqueando grande parte da via desde o início do confronto com EUA e aliados.
Para a administração americana, a pressão pública busca reverter controle iraniano sobre a passagem. O contexto coincide com eleições de meio de mandato nos EUA, marcadas para 5 de novembro, que influenciam a linha de comunicação de Washington sobre o Irã.
Na gestão de Trump, há alternância entre tom duro e recuos, com cobrança a aliados e aoponentes de adotarem medidas para reabrir o estreito. O presidente já criticou países ligados à Otan e pediu que atuem com mais firmeza contra o Irã.
Esforços diplomáticos internacionais
O Reino Unido busca saída diplomática para a crise. Na quinta-feira, 2 de abril, o governo britânico reuniu representantes de 40 países para debater ações coordenadas visando a reabertura de Ormuz, sem mencionar anúncios de uso da força.
Fontes próximas às discussões indicam que a coordenação internacional permanece como eixo central para evitar desdobramentos mais amplos. A posição de outros grandes parceiros ainda não foi oficialmente definida.
Autoridades iranianas não apresentaram nova declaração pública neste domingo. O Irã tem reiterado resistência a pressões externas e argumenta que as ações visam resistir a agressões. A situação segue sob monitoramento de mercados e organizações internacionais.
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