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Ataque israelense mata 10 perto de escola usada como abrigo em Gaza

Ataque aéreo em Gaza, próximo a escola que recebia deslocados, deixa pelo menos dez mortos; violência persiste mesmo com cessar-fogo frágil

Palestinos inspecionam danos após uma pessoa ser atingida por ataque israelense enquanto andava de bicicleta na Cidade de Gaza
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Um ataque aéreo israelense deixou pelo menos 10 mortos e diversos feridos fora de uma escola que servia como abrigo para palestinos deslocados na Faixa de Gaza, segundo autoridades de saúde. O incidente ocorreu perto do campo de Maghazi, no centro da região, na segunda-feira.

Antes dos ataques, palestinos teriam entrado em confronto com milícia apoiada por Israel, acusada de tentar sequestrar pessoas na escola. Drones israelenses teriam disparado contra a área durante a confusão, ampliando o número de vítimas civis em um território já fragilizado pela crise humanitária.

Um morador da região, Ahmed al-Maghazi, afirmou que moradores tentaram defender suas casas, mas foram atacados pelas forças de ocupação. A Reuters não confirmou de imediato a autenticidade de um vídeo divulgado por um líder de milícia, que afirmou ter matado cerca de cinco membros do Hamas.

Contexto

Na mesma segunda-feira, outros ataques deixaram pelo menos um morto e uma criança ferida durante uma viagem de motocicleta na Cidade de Gaza. Um veículo também foi atingido no centro da cidade, elevando o total de mortos no dia para pelo menos 12, segundo médicos.

O Exército israelense disse ter alvejado um veículo não identificado que avançava em direção às tropas, após disparos de advertência. Não houve comentário imediato do Hamas sobre as ações atribuídas a milícias alinhadas a Israel.

Desdobramentos humanitários

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, informou a morte de um prestador de serviço em Gaza durante um incidente de segurança, e a organização suspendeu retiradas de pacientes por Rafah para o Egito até novo aviso. O cessar-fogo, iniciado em outubro, continua frágil, com acusações mútuas entre Hamas e Israel.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, disparos israelenses desde o início do cessar-fogo teriam causado pelo menos 700 mortes no território. O governo israelense afirma que quatro soldados foram mortos por ataques de militantes em Gaza durante o mesmo período.

O Hamas continua resistente a entregar suas armas, o que complica as negociações para as etapas seguintes do plano de paz proposto pelo presidente dos EUA. No âmbito das hostilidades, o braço armado do Hamas afirmou, em domínio disponível, discutir o desarmamento apenas após avanços anunciados por Israel.

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