Hundreds de mulheres cubanas se reuniram em Havana na terça-feira para protestar contra o embargo energético dos EUA e medidas associadas ao governo de Trump. O ato ocorreu em meio à crise de energia que afeta a ilha e busca chamar atenção para os impactos na vida cotidiana.
A manifestação foi organizada pela Federação de Mulheres Cubanas, ligada ao governo e ao Partido Comunista, em homenagem a Vilma Espín, fundadora da entidade. Na petição, as participantes exibiam bandeiras cubanas, cartazes com o lema Abaixo o bloqueio e imagens de Fidel Castro e Espín. Entre as líderes presentes estavam Inés María Chapman, vice-primeira-ministra, Josefina Vidal, vice-ministra das Relações Exteriores, e Mariela Castro, filha de Espín.
A de Vidal destacou que a política norte-americana representa punição coletiva e afirmou que o bloco, reconhecido pelo direito internacional como medidas coercitivas, não pode passar em branco. A manifestação foi simbolicamente ligada a um histórico processo de aproximação com os EUA em 2014, durante a gestão do ex-presidente Barack Obama, de acordo com a assessoria da líder cubana.
O contexto econômico é citado como agravante: Cuba produz apenas cerca de 40% do combustível que consome, o que intensifica problemas em saúde, transporte público e produção de bens. A crise energética é descrita como parte de um ciclo de dificuldades que persiste há cinco anos na ilha. O texto menciona ainda que, no início de janeiro, ações dos EUA contra a Venezuela teriam afetado o fluxo de petróleo para Cuba.
Entre os relatos de quem participou do ato, Leydys de la Cruz, costureira de 57 anos, afirmou que a luta é pelo povo cubano e pediu que Washington encerre as pressões. O material de referência também aponta que há rumores de contatos entre governos dos dois países, cuja dimensão não ficou clara.
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