O Irã afirma não haver negociações com os EUA e acusa Washington de buscar a rendição sob pressão. A declaração partiu de uma autoridade iraniana de alto escalão, que falou com a Reuters nesta terça-feira (7). Teerã mantém a posição de não ceder diante de exigências americanas.
Segundo a autoridade, o Catar transmitiu, no dia anterior, uma mensagem dos iranianos aos EUA e aos países da região ressaltando que, se Washington atacar as usinas nucleares do Irã, a região sofrerá retaliação e os ataques podem atingir aliadas do Irã. Também houve alerta sobre o Estreito de Bab el-Mandeb.
Trump fixou um prazo para fechar um acordo sobre o Estreito de Ormuz, sob o risco de um ataque às infraestruturas iranianas. O prazo divulgado ocorreu pela rede Truth Social no fim de semana, com menções a ações de alto impacto caso não haja acordo, e repetiu a ameaça de ataques a pontes, usinas de energia e outras infraestruturas.
— Quaisquer bombardeios de infraestruturas civis relevantes podem configurar crime de guerra, segundo juristas consultados. A discussão envolve a proteção de serviços essenciais como água, energia e transporte, que são críticos para a população. Especialistas destacam que a retórica de alto risco eleva a tensão regional.
A negociação entre Washington e Teerã passou por mediadores, com Paquistão, Egito e Turquia atuando como intermediários conforme reporta a imprensa. Contudo, as tentativas de encontro presencial e uma proposta de cessar-fogo de 45 dias não vingaram, segundo relatos de agências de notícias.
No front diplomático, o Irã rejeitou a proposta de cessar-fogo temporário apresentada por países que já trabalham para encerrar o conflito. O governo iraniano respondeu com dez pontos, defendendo o fim permanente da guerra sob condições que considera aceitáveis para o Irã.
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