O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, criticou a retórica dominante no conflito do Oriente Médio e afirmou que ataques deliberados a civis e à infraestrutura civil configuram crime de guerra. Ele descreveu as ameaças como repugnantes e pediu o fim imediato dessas declarações.
Segundo Türk, condutas que espalham medo entre civis não podem ser toleradas e violam o direito internacional. O chefe de direitos humanos ressaltou a responsabilidade das partes envolvidas em proteger a população e evitar escaladas.
A ONU já havia condenado, na segunda-feira, as ameaças e a violência em curso na região. A organização mencionou alertas explícitos de figuras públicas nas redes sociais e o histórico confronto entre Hezbollah e Israel, sem indicar responsabilidades.
Defesa de normas internacionais
A assessesoria de imprensa da ONU reiterou que ataques à infraestrutura civil violam o direito internacional. Em entrevista, o porta-voz Stephane Dujarric citou o papel do secretário-geral Antonio Guterres e pediu que as partes busquem a resolução pacífica do conflito.
Dujarric destacou ainda que as ameaças a usinas de energia, pontes e outras estruturas críticas elevam o risco para milhões de pessoas. A comunidade internacional foi instada a adotar medidas para reduzir a escalada e proteger vidas civis.
O porta-voz enfatizou que não existe alternativa viável à solução pacífica e que a ONU continuará monitorando a situação. As informações refletem o posicionamento institucional da organização diante do agravamento do conflito.
Entre na conversa da comunidade