Donald Trump afirmou nesta segunda-feira na Casa Branca que é mais popular que qualquer outro político na Venezuela e mostrou humor ao sugerir que poderia concorrer à presidência do país. A declaração ocorreu durante coletiva de imprensa.
O republicano mencionou ainda que o governo venezuelano já entregou 100 milhões de barris de petróleo aos EUA, e que a cooperação teria custeado, com sobra, a operação que resultou no sequestro de Nicolás Maduro. As afirmações não foram apoiadas por dados oficiais.
Para especialistas, a simples retirada de Maduro não derrubaria o regime. O professor Vitelio Brustolin diz que, se houver interesse em ajudar a Venezuela, a via adequada é uma transição democrática pacífica, observando as circunstâncias políticas do país.
Análise de contexto
Brustolin reforça que a situação venezuelana exige abordagem multilateral e respeito à soberania, evitando explicitar apoios a soluções precipitadas. Ele aponta que muitos venezuelanos, inclusive residentes no Brasil, podem buscar retorno ao país em cenários estáveis.
A fala de Trump é recebida com cautela entre analistas, que destacam a importância de estratégias duradouras para fortalecer instituições democráticas na Venezuela, sem recorrer a incentivos que possam gerar desdobramentos imprevisíveis.
Entre na conversa da comunidade