O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem adotado uma estratégia de aumentar a tensão com o Irã, mas especialistas apontam que os efeitos são diferentes do esperado. A análise é de Thiago de Aragão, CEO da Arko Advice Internacional, em entrevista ao WW.
Segundo o expert, a resposta militar dos EUA na região envolve cerca de 10 mil soldados e a aproximação de um terceiro porta-aviões, configurando uma escalada. O objetivo seria levar o Irã a recuar nas negociações, em condições mais favoráveis aos norte-americanos.
A tática, de acordo com Aragão, já foi característica de Trump e busca pressionar o adversário até a desistência. No entanto, o Irã não tem reduzido a tensão, e, pelo contrário, pode estar fortalecendo sua posição no conflito, segundo a análise.
O especialista destaca que a pressão verbal nas redes sociais e o tom adotado por Washington criam um ambiente de incerteza. Entre republicanos e assessores, há percepção de que o Irã não está seguindo o roteiro esperado, tornando o cenário geopolitico ainda mais imprevisível.
O diagnóstico é de que a estratégia pode estar contribuindo para tornar a posição iraniana mais robusta, em vez de enfraquecê-la, segundo Aragão. A avaliação aponta para um impasse estratégico que dificulta caminhos diplomáticos claros.
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