A União Europeia pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, que não ataque infraestrutura civil na Iran, pois isso poderia configurar crimes de guerra sob o direito internacional. A exigência é por máxima contenção e respeito às normas humanitárias, para favorecer um acordo negociado.
A pressão vem após Trump intensificar a retórica, com ameaças de bombardear pontes e usinas iranianas caso o Irã não aceite a reabertura do estreito de Hormuz até o prazo estabelecido. O estreito é uma rota crucial para o petróleo global.
A obrigação de evitar ataques a infraestrutura civil foi reiterada pela porta-voz da Comissão Europeia para assuntos externos, Anitta Hipper. A mensagem destaca que danos a civis podem afetar milhões e aumentar a escalada do conflito.
Resposta europeia e impactos
António Costa, presidente do Conselho Europeu, afirmou que ataques a infraestruturas civis são ilegais e inaceitáveis, em qualquer cenário de conflito. A União busca evitar uma escalada que prejudique a população iraniana.
O bloqueio do Hormuz elevou o custo do Brent, que ultrapassou 110 dólares por barril, alimentando tensões nos mercados. A região permanece monitorada por investidores e autoridades globais diante da incerteza política.
O Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo de 45 dias e defende o fim permanente do conflito, conforme agência estatal IRNA. O texto aponta que negociações contínuas com parceiros regionais são prioridade para Teerã.
A diplomacia segue como canal principal para evitar uma escalada. Pequenas mudanças de tom foram observadas em declarações europeias, com ênfase na proteção de civis e no cumprimento do direito internacional.
Entre na conversa da comunidade