O Irã fechou novamente o estreito de Ormuz para o tráfego de petroleiros nesta quarta-feira (8). A decisão veio após ataques de Israel ao Líbano, segundo a agência Fars, de Teerã. A passagem continua restrita, conforme fontes de navegação.
A Fars citou uma fonte militar e de segurança iraniana, que classificou os ataques israelenses como violação do cessar-fogo. Pela manhã, dois petroleiros, autorizados pelo Irã, já haviam transitado pelo estreito com aprovação de Teerã.
A marinha do Irã ameaçou destruir embarcações que tentassem cruzar sem permissão. A guarda revolucionária também disse que aeronaves inimigas entrariam no espaço aéreo iraniano como violação do cessar-fogo, com resposta firme.
Contexto diplomático
Até o momento, autoridades dos EUA e de Israel não se pronunciaram sobre a atuação iraniana. O presidente Donald Trump afirmou, mais cedo, que os EUA ajudariam o Irã a desafogar o tráfego no estreito, com promessas de ação positiva e recursos para reconstrução.
O governo dos EUA e o Irã haviam concordado, na terça-feira (7), com uma trégua de duas semanas que prevê a reabertura da rota que manobra cerca de 20% da produção global de petróleo. Netanyahu afirmou apoio ao cessar-fogo, mas sem incluir o Hezbollah no Líbano.
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