Beirute cobra atuação da comunidade internacional para deter ataques israelenses, alegando que a ofensiva compromete a estabilidade no Oriente Médio e ignora esforços de paz. O Líbano acusa Tel Aviv de adotar uma abordagem agressiva que eleva o risco regional.
Na quarta-feira (8 abr 2026), bombardeios de Israel atingiram Beirute com o objetivo de enfraquecer o Hezbollah. Mais de 250 mortos e mil feridos foram registrados, em uma das ofensivas mais intensas contra o grupo desde o início do conflito na região.
A Presidência libanesa divulgou, pela rede social X, que os ataques violam leis e acordos internacionais. O governo afirma ter recebido apoio de líderes internacionais, incluindo o presidente francês Emmanuel Macron e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.
O presidente libanês, Joseph Aoun, também recebeu o chanceler belga Maxime Prévot, que reiterou o apoio da Bélgica e da União Europeia a planos políticos e humanitários para o Líbano, com aumento de ajuda social, saúde e desenvolvimento.
Israel rebateu as críticas, defendendo a continuidade das operações e acusando o governo libanês de não agir contra o Hezbollah. A chancelaria israelense disse que os libaneses não desarmaram o grupo e não impediram seus ataques.
Segundo a IDF, mais de 100 centros de comando e instalações do Hezbollah foram atingidos em Beirute na quarta-feira. A escalada levanta dúvidas sobre uma possível trégua na região, com negociações envolvendo Estados Unidos, Irã e Paquistão em curso.
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