ONJ Earth, navio cargueiro de propriedade grega, e Daytona Beach, com bandeira de Libéria, foram os primeiros a transitar pelo Estreito de Hormuz desde o acordo de cessar-fogo anunciado na noite de quarta-feira. Os dois deslocamentos ocorreram antes do meio da manhã, sob as novas regras que devem vigorar por duas semanas, conforme o monitoramento marítimo MarineTraffic. A passagem ocorreu após a saída dos navios do porto iraniano de Bandar Abbas.
O tráfego no estreito, ponto crucial do abastecimento energético global, foi possível graças a um acordo entre EUA e Irã. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abas Araghchi, informou que o corredor estaria aberto com cooperação das forças armadas iranianas e levando em conta limitações técnicas. O cessar-fogo foi anunciado poucas horas antes de um prazo definido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que depois mencionou a suspensão de bombardeios em troca da trégua.
Aproximadamente 800 navios permaneciam então retidos na região, segundo a Lloyd’s List. Iniciativas para retomar o tráfego incluem eventuais pagamentos de transito, com relatos não confirmados indicando taxas na casa de US$ 2 milhões por navio. O IRGC, junto com a guarda naval, tem atuado como “pedágio” de fato desde meados de março, usando múltiplas moedas para facilitar a passagem.
Termos do cessar-fogo
Especialistas indicam que as condições de passagem ainda não estão totalmente definidas, inclusive sobre quando começam a vigorar e como serão os pagamentos. Analistas divergem sobre a retomada integral do tráfego anterior, diante de riscos e custos financeiros para as empresas.
O estreito tem capacidade de quase 20 milhões de barris de petróleo por dia, representando cerca de um quinto do consumo global de petróleo marítimo. Também passa por ele a maior parte do comércio de LNG, com o Qatar como principal exportador. Officials citam que o contexto regional permanece com elevado risco, mesmo com a trégua.
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