A Comissão Europeia anunciou um compromisso de 700 milhões de euros ao Fundo Global para Combater a AIDS, Tuberculose e Malária, em implementação entre 2027 e 2029. A medida acompanha cortes de contribuições de doadores para a assistência global à saúde. A notícia foi divulgada durante a Cúpula One Health, em Lyon.
O valor global fica abaixo do comprometido no ciclo anterior, de 715 milhões de euros, e menor que a meta anterior de 18 bilhões de dólares para o ciclo atual. O Fundo Global informou que a arrecadação total chegou a 12,64 bilhões de dólares, cerca de 10,82 bilhões de euros.
A União Europeia confirmou sua participação como parceira estável, com o total de Team Europe acima de 3 bilhões de euros, ainda assim aquém dos mais de 4,3 bilhões de euros do ciclo anterior. Alemanha destinou 1 bilhão de euros; Itália, 150 milhões; e a Holanda, 195,2 milhões, com vigência 2026–2029.
Contribuição e contexto
A UE, como parceira-chave do Fundo, representa cerca de um terço das contribuições desde 2002, segundo porta-voz do Fundo Global. A agência ressaltou a liderança europeia na luta contra AIDS, TB e malária e a cooperação para ampliar acesso a ferramentas de vida.
O Fundo Global alertou que a queda de recursos pode afetar o progresso rumo à erradicação das três doenças. Em resposta, prioriza os países mais pobres com maior carga de doença para acelerar a autossuficiência e a transição do apoio externo.
Perspectivas de uso e impactos
O diretor executivo Peter Sands disse que o acompanhamento com os países buscará reforçar sustentabilidade e acelerar a transição para a autossuficiência. O objetivo é incentivar, apoiar e, eventualmente, reduzir a dependência do Fundo.
Além de cortes de doações, o cenário global envolve movimentos de reorientação de prioridades de financiadores. Estudos indicam impacto potencial significativo sobre mortes por TB, malária e HIV se as reduções persistirem.
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