Pelo fim do luto de 40 dias pela morte do aiatolá Ali Khamenei, o Irã realizou cerimônia em Qom, marcada pela homenagem ao líder mártir e pelo reforço de apoio a Mojtaba Khamenei, filho do antecessor. A iniciativa ocorreu após ataque que, segundo a imprensa iraniana, matou o chefe de inteligência do IRGC.
O encerramento formal do luto foi anunciado por autoridades iranianas, mantendo, porém, o significado simbólico do período. A cerimônia reuniu autoridades locais, integrantes do Judiciário, forças de segurança e representantes do governo, conforme a agência IRNA.
O memorial ocorreu no santuário de Hazrat Masoumeh, um dos principais centros religiosos do país. A presença de autoridades provinciais enfatizou a lealdade ao novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, conforme divulgado pela imprensa estatal.
Participantes manifestaram apoio ao governo em temas de segurança e política externa, incluindo a posição do Irã em negociações de cessar-fogo. Referências também foram feitas a Majid Khademi, chefe de inteligência do IRGC, cuja morte foi confirmada recentemente.
Durante o evento, o clérigo Hossein Aghamiri afirmou que a mobilização popular deve continuar. Em tom duro, o discurso indicou condições para trégua com Estados Unidos, sem detalhar os termos.
A morte de Ali Khamenei, anunciada pela mídia estatal, ocorreu após ataque aéreo contra residência e escritório em Teerã, no início da ofensiva militar iniciada em 28 de fevereiro. O Irã vive transição de liderança desde então, com Mojtaba assumindo o cargo.
O país também enfrenta tensões regionais, com o estreito de Ormuz sob bloqueio temporário. A medida foi adotada pelo governo iraniano na quarta-feira, mesmo após anúncio de cessar-fogo. A situação geopolítica permanece instável e de alto interesse internacional.
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