O Reino Unido informou ter mobilizado suas forças armadas para impedir ataques de submarinos russos a cabos e gasodutos, após a passagem de três embarcações russas por águas britânicas no início deste ano. A operação, prevista como sigilosa, foi revelada pelo ministro da Defesa, John Healey, nesta quinta-feira (9).
De acordo com Healey, tropas britânicas e aliados acompanharam de perto a atividade dos submarinos, com a Marinha Real operando um navio de apoio e a Aviação Real empregando aeronaves P-8A, monitorando as ações 24 horas por dia. O objetivo foi detectar e bloquear qualquer ação maliciosa contra infraestrutura submarina.
A operação envolveu um submarino de ataque da classe Akula e dois submarinos do Departamento Principal de Pesquisas Submarinas de Moscou, conhecido como GUGI. O monitoramento manteve-se ativo durante aproximadamente um mês, até que os submarinos deixaram as águas britânicas em direção ao norte, sem registrar danos à infraestrutura.
Healey destacou que a ação visa demonstrar que a vigilância está em curso e que qualquer tentativa de danificar cabos ou gasodutos não será tolerada. O secretário de Defesa também mencionou a participação de aliados, incluindo a Noruega, que acompanharam a situação ao longo da operação para reforçar a resposta conjunta.
Segundo o ministro, a operação permitiu rastrear as atividades russas com precisão e manter a capacidade de resposta rápida. Não houve informações sobre incidentes que afetassem a infraestrutura crítica durante o período de monitoramento. A divulgação visa indicar ao governo russo que as atividades foram detectadas e avaliadas pela coalizão.
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