A apuração das eleições parlamentares na Hungria aponta para cenários diferentes entre as pesquisas, com o pleito marcado para este domingo. A instituição Medián indica que o bloco oposicionista Tisza pode vencer com uma maioria de dois terços, algo inédito neste ciclo, enquanto outras sondagens mostram vantagem menor para a oposição ou, em alguns casos, leve favoritismo ao partido governista Fidesz. A expectativa é de votação impulsionada por acusações de escândalos durante a campanha.
Medián, considerada uma das mais precisas, projeta entre 138 e 143 das 199 cadeiras para o Tisza. Segundo o estudo, o Fidesz ficaria entre 49 e 55 assentos, com vitórias reduzidas em distritos. A sondagem também aponta que Mi Hazánk manteria presença parlamentar pequena, e DK e MKKP sem cadeiras. Os números dependem de cinco pesquisas telefônicas realizadas no final de fevereiro e março, com 5 mil entrevistados.
Resultados e perspectivas
Entre os eleitores, a idade aparece como fator decisivo, seguido pela formação educacional, enquanto localização geográfica ganha menos peso. Pesquisas indicam vantagem do Tisza em áreas urbanas e rurais, com a organização obtendo apoio de jovens, segundo Medián. Grupos de pesquisa associam apoio ao Tisza entre um terço e dois terços dos mais jovens, conforme faixa etária, e retração de Fidesz nesses segmentos.
A divulgação de dados de outros institutos reforça a variação: algumas pesquisas mostram Tisza à frente, outras indicam vantagem menor para o oposicionista, e Nézőpont aponta vitória estreita do Fidesz. Análises de opinião pública apontam insatisfação com o governo atual e desejo de mudanças entre parte dos eleitores, sem indicar posição final de apoio a partido específico.
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