O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o país está pronto para retomar o combate contra o Irã a qualquer momento, mesmo com a suspensão de duas semanas acordada entre EUA e Irã. A pausa, que inclui Israel, entrou em vigor em coordenação com o governo israelense.
Netanyahu afirmou que a pausa é uma preparação para alcançar todos os objetivos de Israel. Segundo ele, o Irã entra nas negociações derrotado e mais fraco, com a promissora remoção de urânio enriquecido, seja por acordo ou pela retomada dos confrontos.
O premiê também disse que Israel não foi pego de surpresa pela trégua e que continuará avaliando ações futuras para enfraquecer a capacidade iraniana. A declaração ocorreu após anúncios sobre o cessar-fogo bilateral com o Irã.
Pesquisas de opinião
Levantamentos divulgados por canais israelenses mostraram resistência pública ao cessar-fogo. Em diferentes emissoras, mais da metade se mostrou contrária à pausa liderada pelos EUA, com previsões divididas sobre vitória de EUA e Israel.
Os dados indicam variação entre 51% e 56% de desaprovação ao cessar-fogo, dependendo da pesquisa, enquanto aprovações ficam entre 25% e 32%. Ainda assim, uma parcela relevante não soube responder.
Entre os entrevistados, a percepção sobre o êxito da aliança EUA-Israel é heterogênea. Em alguns levantamentos, parcela expressiva acredita que nenhuma das partes venceu, ou não soube responder.
O conjunto de números sugere ceticismo da população com relação a vitórias claras na ofensiva contra o Irã. O tema ganha relevância especialmente em ano eleitoral, quando Netanyahu busca manter apoio interno.
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