Os húngaros voltam a urnas neste domingo para renovar o Parlamento, em uma votação que testa a permanência de Viktor Orbán no poder. O pleito ocorre em um contexto de 16 anos de governo, com urnas abertas para escolher deputados e o novo mapa político do país.
Orbán atua em uma política externa pragmática. Mantém alinhamento com a UE e a Otan, ao mesmo tempo em que aproxima-se de Vladimir Putin e de Donald Trump para interesses econômicos, energéticos e estratégicos.
A relação com a Rússia é marcada por vínculos energéticos. A Hungria depende do gás russo e mantém acordos que influenciam posições hoteleiras de sanções e de guerra na Ucrânia.
A parceria com Trump reforça a presença de Orbán no campo da direita global, ao defender controle migratório e soberania nacional. No entanto, o alinhamento gera atritos com alguns aliados europeus e dúvidas sobre a geopolítica húngara.
Além disso, a postura em relação à Ucrânia é tensa. Budapeste tem condicionado ajuda da UE a Kiev, criticando políticas ucranianas sobre a minoria húngara na Transcarpátia e adotando cautela com sanções a Moscou.
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