Os eleitores húngaros foram às urnas neste domingo (12) para eleger o presidente, em Budapeste, em uma votação que pode desafiar o domínio de Viktor Orbán, no poder há 16 anos. O pleito ocorre em meio a tensões regionais e ao peso de uma agenda nacionalista.
Orbán, líder do partido Fidesz, sustenta um modelo de governança considerado por críticos como democracia iliberal. Analistas dizem que a eleição tem impacto sobre a política externa da Hungria e suas relações com a Rússia e o Ocidente.
O oposicionista Tisza, de Peter Magyar, busca ampliar sua força no parlamento vigente. Pesquisas indicam que o Tisza está entre 7 e 9 pontos percentuais à frente do Fidesz, com projeções de vitória limitada a maioria simples ou qualificada no Parlamento.
Comparecimento às urnas
Dados preliminares apontam participação de 66% dos eleitores, ante 52,75% em 2022. Imagens de televisão mostraram filas extensas em várias секções de votação, especialmente em Budapeste.
Magyar votou em Budapeste e afirmou que os cidadãos escolheriam entre Oriente e Ocidente, reforçando o chamado para denunciar irregularidades caso sejam identificadas falhas no processo. Foi considerado firme na defesa de uma eleição transparente.
Orbán votou no mesmo distrito e manteve o tom de respeito à legalidade. Ele reiterou que há uma constituição na Hungria que deve ser seguida e que a decisão popular precisa ser respeitada.
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