Pelo quarto ano consecutivo, Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha, inicia nesta segunda-feira uma visita oficial à China. A disposição, segundo ele, é fortalecer parcerias comerciais na União Europeia, vendo a China como aliado estratégico e não como rival.
A agenda reforça o estreitamento com Xi Jinping, enquanto as relações com Donald Trump ficam sob pressão. Tensões vêm de divergências sobre apoio a ações no Oriente Médio e da resistência da Espanha a abrir o estreito de Ormuz aos EUA.
Segundo o analista Uriã Fancelli, o material analisado pela Conexão Record News descreve a postura espanhola como próxima a um parceiro que diz verdades necessárias. O professor ressalta que a Espanha tem batido de frente com Trump em vários temas.
Fancelli não antecipa o tom de Trump diante do avanço de laços entre China e Espanha. Ele relembra que, no caso do Canadá, o diálogo inicial cedeu a advertências sobre tarifas após o acordo com a China, sugerindo imprevisibilidade do líder.
Para o especialista, essa volatilidade pode aproximar aliados de uma potência rival dos EUA, como a China. O analista aponta que a prática de confrontar aliados tende a criar lacunas nas relações transatlânticas.
O comentarista encerra destacando que o cenário atual favorece um alinhamento entre países europeus que buscam autonomia comercial, com a China emergindo como interlocutor relevante diante da relação com os EUA.
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