O governo dos EUA informou que a Marinha tem, ao menos, 15 navios na região do Oriente Médio para apoiar um bloqueio marítimo aos portos do Irã, sob ordens do presidente Donald Trump. A ação começou nesta segunda-feira, 13, visando restringir passagem pelo Estreito de Ormuz e pelos portos iranianos.
Entre as unidades, há um porta-aviões, o USS Abraham Lincoln, e 11 destróteres. Também integram o grupo o Grupo Anfíbio de Prontidão Tripoli, com o USS Tripoli, o USS New Orleans e o USS Rushmore. A localização exata de cada navio ainda não foi divulgada pelas autoridades americanas.
O porta-aviões USS Gerald R. Ford, que participava das operações, foi deslocado à Grécia para reparos no mês passado. Segundo rastreadores, ele passou a operar no Mediterrâneo Oriental; para cumprir o bloqueio, poderia precisar transitar pelo Canal de Suez ou contornar a África.
Contexto do Bloqueio
O Comando Central dos EUA afirmou que o bloqueio é aplicável a embarcações de todas as nações que entrem ou saiam de portos iranianos, cobrindo o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. Navios que não trafeguem para portos iranianos podem seguir pelo Estreito de Ormuz.
Após a entrada em vigor, o presidente Trump publicou mensagens nas redes sociais com tom de advertência, citando ações contra embarcações iranianas que se aproximem do bloqueio. Não houve confirmação de incidentes ou ataques ainda.
O anúncio do bloqueio ocorre em meio a tensões entre Washington e Teerã, com impactos potenciais sobre o mercado de petróleo. Analistas avaliam que a medida pode pressionar preços internacionais, dependendo de reações e desdobramentos regionais.
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