O jornalista e escritor Sebastian Mallaby defende que a governança da inteligência artificial precisa de um marco político global, similar ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear assinado em 1968. Ele expôs a ideia em uma coluna publicada no New York Times.
Segundo Mallaby, a estratégia dos EUA de frear a IA chinesa por meio de sanções a exportação de chips não surtiu o efeito desejado. Ele aponta que o setor tecnológico chinês avançou de modo a contornar esses controles.
O autor afirma que, após uma viagem à China, o governo norte-americano deveria buscar um acordo mundial de segurança da IA, com salvaguardas universais para evitar usos prejudiciais da tecnologia.
Proposta de governança global
Mallaby sustenta que os desenvolvedores chineses chegaram a treinar modelos de IA em data centers no exterior, o que contorna as restrições feitas aos chips. A ideia é criar um regime de normas compartilhadas entre grandes potências.
Defensores de controles de chips ressaltam que mesmo uma desaceleração modesta do ritmo de avanço seria útil. Para o jornalista, porém, é preciso ampliar o foco para cooperação entre países com potencial tecnológico equivalente.
O texto cita uma visita a uma empresa de código aberto que desenvolveu um modelo de IA relevante. O relato aponta que, com o aumento da potência da IA, manter o código aberto vira prática arriscada, especialmente no contexto de armas nucleares.
Mallaby compara o momento atual ao período da Guerra Fria, em que o Tratado de Não-Proliferação Nuclear surgiu como resposta a riscos de escalada. O jornalista defende que a história oferece lições para atualizar a governança da IA.
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