O Peru estendeu o horário de votação para presidente após falhas logísticas nas cédulas do pleito de domingo. Eleitores retornaram às seções nesta segunda-feira para votar novamente para presidente e para um Congresso bicameral, em meio a filas em Lima.
A contagem oficial da ONPE mostrava Keiko Fujimori na liderança com cerca de 17% dos votos, seguida por Rafael López Aliaga, com 15%, e Jorge Nieto, com 14%. Pouco mais de 54% dos votos estavam apurados no início da segunda-feira. Um segundo turno em 7 de junho parecia provável.
Atrasos e problemas logísticos levaram à prorrogação do horário de votação para até as 18h locais. Em Lima, algumas seções abriram com atraso, aumentando a frustração de eleitores que não votaram no domingo. Mais de 50 mil pessoas precisaram retornar.
Controvérsias e reações
José Samame, diretor administrativo da ONPE, assumiu a responsabilidade pelos atrasos, pediu demissão e foi detido pela polícia em meio a investigações. Em San Juan de Miraflores, Angela Ríos relatou longas filas ao retornar para votar.
As projeções indicavam que nenhum candidato tinha obtido 50% dos votos, mantendo a possibilidade de segundo turno. Cédulas de Lima representam cerca de um terço do eleitorado, onde Fujimori e López Aliaga possuem bases fortes.
Especialistas ouvidos pela imprensa destacaram que falhas podem alimentar questionamentos sobre a integridade do pleito caso a distância para o segundo lugar permaneça estreita.
Fujimori indicou que ainda havia muito caminho pela frente, enquanto López Aliaga afirmou que não permitiria qualquer fraude em áreas onde houve mais falhas. Nieto continua em terceiro na apuração, com apoio que cresce em pesquisas prévias.
O tema da eleição ocorre em contexto de instabilidade política no Peru, com oito presidentes desde 2018 e desgaste institucional que alimenta dúvidas sobre a duração de mandatos e a governabilidade. Empresários manifestaram preocupação com a incerteza eleitoral e seus efeitos na economia.
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