Durante a Conferência Internacional de Partidos Políticos da Ásia (ICAPP), em Istambul, o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan criticou Israel e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, adotando tom duro contra o país.
Ele chamou Israel de entidade genocida e disse que a maioria das vítimas da guerra em Gaza seriam mulheres e crianças, com base em números divulgados pelo Ministério da Saúde de Gaza.
Erdoğan também relatou ataques em território libanês, afirmando que, em um dia de cessar-fogo, Israel matou centenas de civis, incluindo crianças e mulheres, desconsiderando valores humanos.
Ele ainda destacou críticas a propostas de pena de morte para crimes de terrorismo em Israel, classificando a medida como apartheid e sugerindo semelhanças com práticas do regime nazista.
Reações e desdobramentos
Promotores turcos estariam buscando penas que alcançariam milhares de anos de prisão para autoridades israelenses, incluindo Netanyahu e o ministro da Defesa, por ações ligadas a uma flotilha prevista para 2025.
Em resposta, Netanyahu afirmou, por meio de redes sociais, que Israel continuará combatendo o que chamou de regime terrorista do Irã e seus aliados, apontando para críticas a Erdoğan.
No domingo, Erdoğan elevou o tom, sugerindo possível confronto militar com Israel, dizendo que a Turquia precisa ser forte para impedir ações contra os palestinos.
O ministro do Patrimônio de Israel, Amichai Eliyahu, reagiu, afirmando que a Turquia ousa dar lições de moralidade e citou críticas a ações turcas em Chipre e na região curda.
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