Bulgária se prepara para eleições parlamentares antecipadas marcadas para 19 de abril, em um cenário de crescente preocupação com desinformação. Pesquisadores afirmam que o país possui um ambiente de informação muito permissivo para manobra maliciosa não democrática na UE.
O governo busca reduzir interferências externas, acionando o sistema de resposta rápida previsto pela Digital Services Act (DSA) e pedindo apoio à serviço diplomático europeu. Plataformas online, sociedade civil e verificadores devem atuar para identificar conteúdo que possa influenciar o pleito.
A pesquisa realizada pelo Center for the Study of Democracy (CSD) aponta que a Bulgária tem um ambiente informacional pouco preparado institucionalmente, com instabilidade política e reguladores fracos. Christine Malinov, analista do CSD, destaca risco elevado de disseminação durante eleições.
Rumo às urnas, o ex-presidente pró-Mogo Radev, do partido Progresso da Bulgária, lidera as pesquisas, à frente do ex-primeiro-ministro Boyko Borissov, da GERB. A corrida envolve também temas sensíveis como integridade eleitoral, energia e adoção do euro.
Desinformação e atores nativos
O CSD indica que plataformas de notícias online difundem narrativas pró-Kremlin. Um exemplo é o Pogled Info, que republica conteúdo de fontes russas sancionadas e de veículos controlados pela China, com repaginamento de textos.
Analista ressalta que o fluxo de publicações é rápido: artigos de origem restrita aparecem e são replicados por perfis pró-Rússia nas redes sociais. A propagação rápida acende alerta quanto a validação de informações antes de chegar ao público.
O estudo cita ainda tentativas de incitar desconfiança sobre o euro e a energia, especialmente após a entrada da Bulgária no euro em 2026. Narrativas de fraude eleitoral também ganharam espaço em plataformas digitais.
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