O Ministério das Relações Exteriores atualizou, nesta sexta-feira, o número de brasileiros mortos e desaparecidos na guerra na Ucrânia. Ao Metrópoles, o Itamaraty informou ter recebido notificações oficiais de autoridades russas e ucranianas sobre 30 mortes e 64 casos de desaparecimento em combate até o momento. O registro considera apenas ocorrências comunicadas pelos dois países envolvidos.
O novo balanço representa alta em relação ao levantamento de fevereiro, quando foram registradas 22 mortes e 44 desaparecidos. Entre os casos recentes está o de Felipe de Almeida Borges, de 25 anos, natural de Rubinéia (SP), cuja morte foi confirmada pela mãe. Felipe partiu para a Ucrânia após viajar à Espanha, em novembro de 2025, sem comunicar a família.
Recrutamento de brasileiros
Segundo o Itamaraty, cresce o número de brasileiros que deixam o país para lutar na guerra, muitas vezes sem informar familiares. O recrutamento ocorre, em geral, pela internet, por meio de páginas oficiais das Forças Armadas estrangeiras. Recentemente, a Ucrânia passou a oferecer plataforma de alistamento em português e a atuar em grupos de mensagens para atrair voluntários.
O governo brasileiro tem reforçado alerta sobre os riscos do alistamento em forças armadas estrangeiras. A chancelaria explica que a adesão pode colocar a integridade física em risco, dificultar a assistência consular e gerar responsabilização legal. Não há obrigação pública de custear retorno de cidadãos no exterior.
O Itamaraty informou que as embaixadas em Moscou e em Kiev permanecem disponíveis para prestar assistência consular a brasileiros na região. A recomendação oficial é recusar ofertas de participação em conflitos armados.
Entre na conversa da comunidade