Um atirador abriu fogo em Kiev neste sábado, matando pelo menos seis pessoas, incluindo quatro na rua antes de entrar em um supermercado. Ele fez reféns e se refugiou no local, onde foi morto pela polícia. O incidente é tratado como possível ato de terrorismo.
Equipes especiais da polícia invadiram o supermercado após negociações fracassarem. O ministro do Interior, Ihor Klymenko, afirmou que o agressor resistiu à prisão e foi neutralizado durante a operação. Quatro pessoas morreram na via pública e a quinta dentro do estabelecimento.
Segundo o ministro, a polícia conversou com o homem por cerca de 40 minutos por meio de um negociador, sem êxito. Uma negociadora, posicionada atrás de um veículo blindado, pediu que as pessoas fossem liberadas para iniciar o diálogo.
O presidente Volodímir Zelenski informou que quatro reféns foram resgatados e que ao menos 14 pessoas ficaram feridas. Zelenski também disse que o agressor nasceu na Rússia e vivia em Donetsk, no leste da Ucrânia, há muito tempo.
A cidade de Donetsk está sob ocupação russa desde 2014, durante a crise no leste ucraniano. Zelenski afirmou ainda que o atirador incendiou o próprio apartamento antes de sair armado para cometer o ataque.
A arma usada foi uma carabina, registrada legalmente. O ministro relatou que o atirador havia buscado licenciar a arma recentemente, apresentando um atestado médico para a renovação. A investigação buscará confirmar a instituição emissora do documento.
Suspeita de terrorismo
O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) abriu investigação formal como possível ato terrorista. Não houve confirmação de motivações até o momento, e as autoridades ressaltam a necessidade de apurar todos os fatos.
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