O Hezbollah negou nesta sábado (18) ter participação no ataque contra as forças de paz da ONU no sul do Líbano, que deixou um soldado francês morto e ao menos três feridos. A ação ocorreu pela manhã, na vila de Ghandouriyeh, durante uma operação de retirada de artefatos explosivos pela UNIFIL.
A UNIFIL descreveu o ataque como deliberado e informou que o incidente atingiu tropas que atuavam na área, em Bint Jbeil. O Hezbollah afirmou não ter ligação com o episódio e pediu cautela na atribuição de responsabilidades enquanto as investigações são conduzidas pelo Exército libanês.
Macron cobrou apuração rápida do governo libanês, afirmando que tudo indica responsabilidade do Hezbollah e exigindo a prisão dos perpetradores e a responsabilização junto à Missão da ONU. O Palácio do Eliseu destacou a importância de esclarecer os fatos.
O primeiro-ministro Nawaf Salam condenou o ataque e determinou investigação imediata, ressaltando que ações desse tipo prejudicam o Líbano e sua imagem junto a apoiadores e parceiros internacionais. Não houve confirmação oficial de autores até o momento.
Contexto: Israel e Líbano iniciaram um cessar-fogo de 10 dias na última quinta-feira, em meio a negociações políticas. O acordo ocorre após diálogo formal que visa avanços para negociações de paz no Oriente Médio, com implicações regionais envolvendo Irã e Estados Unidos.
Segundo a imprensa regional, apesar do cessar-fogo, relatos indicam continuidade de hostilidades na região central do sul do Líbano, com ataques aéreos mirados. Observadores ressaltam que o acordo é visto de forma ambígua por diferentes atores da região.
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