O Irã atualizou o balanço de vítimas da guerra contra os Estados Unidos e Israel para pelo menos 3.468 mortos em sete semanas de conflito. A informação foi divulgada neste sábado pela Fundação dos Mártires Iranianos, com base em um dossiê oficial. O texto não especifica quantos civis ou militares estão entre as vítimas.
Segundo a Fundação, o dossiê de 3.468 mártires abrange o período recente de hostilidades. A contagem anterior, divulgada pela Organização de Medicina Legal, apontava 3.375 mortes. Dados publicados pela HRANA indicam que a maioria das vítimas são civis, incluindo crianças, com números de militares também relevantes. Ainda há casos sem classificação.
A escalada no Golfo Pérsico começa em 28 de fevereiro, com ataques de Estados Unidos e Israel em território iraniano. Desde então, a região tem visto ações militares acompanhadas de esforços diplomáticos sem alcance de acordo. Um cessar-fogo frágil está vigente desde 8 de abril e deve expirar em breve.
Em meio às negociações, o Irã voltou a restringir o tráfego no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica que responde por cerca de 20% da produção mundial de petróleo. A medida elevou as tensões com Washington, gerando críticas e pressões internacionais.
Domínio da situação no estreito foi reafirmado por autoridades iranianas, que dizem manter o controle e que podem intensificá-lo caso as negociações não avancem. No front diplomático, as negociações continuam após uma rodada fracassada no Paquistão.
A superfície militar tem visto ações no mar. Relatos indicam que forças iranianas dispararam contra embarcações que cruzavam a região, com autoridades marítimas registrando ausência de feridos até o momento. A atuação segue no contexto de tensão elevada entre Teerã e Washington.
Na política interna, o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a gestão iraniana e afirmou que Teerã não pode chantagear a comunidade internacional. Ainda assim, ele mencionou que conversas sobre o tema continuam, apesar das fricções.
Após as declarações dos EUA, autoridades iranianas reiteraram que o estreito permanecerá aberto enquanto houver negociação, mas podem adotar medidas adicionais sem avanço nas tratativas. A situação no Golfo permanece tensa, com impacto nos mercados globais.
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