O organizer do SantaCon em Nova York foi preso nesta quarta-feira pela polícia federal local, acusado de desvio de doações feitas para caridade durante o evento. Stefan Pildes, alvo de acusação de fraude, é apontado como responsável por usar centenas de milhares de dólares para fins pessoais, incluindo viagens de luxo e refeições caras. O inquérito foi conduzido por promotores federais de Manhattan.
Segundo as autoridades, Pildes faturava com a venda de ingressos entre 10 e 20 dólares, oferecendo acesso a locais associados ao SantaCon e recebendo até 25% do faturamento de bares participantes. A acusação sustenta que ele afirmava que os recursos eram destinados à caridade, enquanto, na prática, desviava valores para uma entidade sob seu controle.
O montante total das operações do SantaCon entre 2019 e 2024 é estimado em cerca de 2,7 milhões de dólares. A acusação afirma que a maior parte desse dinheiro foi enviada para uma organização ligada a Pildes, sem ligação pública com o evento, para financiar empreendimentos pessoais.
Acusação e desdobramentos
Pildes, que negou as acusações, compareceu em audiência no tribunal federal e se declarou não culpado de uma imputação de fraude eletrônica. O juiz fixou fiança de 300 mil dólares, impondo a proibição de envolvimento na promoção ou organização do SantaCon.
A comunidade de Manhattan tem há anos organizado debates sobre a condução do evento, com moradores e comerciantes questionando a gestão do SantaCon. Autoridades locais já haviam pressionado por maior transparência e regras para o calendário festivo.
Entre na conversa da comunidade