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Pompeia moderna permanece soterrada sob toneladas de concreto; entenda

Gibellina, reconstruída após o terremoto de Belice em 1968, tornou-se polo de arte contemporânea com o Cretto di Burri

Apesar dos avanços, a cidade ainda enfrenta problemas econômicos
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A Sicília abriga Gibellina, cidade reconstruída após o terremoto de Belice de 1968. O centro antigo foi soterrado por ruínas; a nova Gibellina nasceu a cerca de 30 minutos de distância, com foco em arte contemporânea. A obra de concreto conhecida como Cretto di Burri marca o local desde 2015.

O Cretto di Burri cobre cerca de 86 mil m² de encosta, formando 122 blocos de concreto que criam quadras e ruas simuladas sobre as ruínas da antiga Gibellina. O objetivo é preservar a memória da cidade destruída pelo terremoto de 1968, dando espaço à arte como legado.

Quem esteve envolvido

O projeto foi elaborado pelo artista Alberto Burri, com participação de comunidades locais e de Gibellina Nuova, a cidade reconstruída. A iniciativa recebeu apoio de artistas internacionais convidados e de instituições culturais locais, incluindo a Fondazione Orestiadi.

Quando e onde ocorreu a transformação

A construção do Cretto começou em 1984, interrompida em 1989 por falta de recursos, retomada em 2013 e concluída em maio de 2015. A intervenção fica na encosta norte da Sicília, na região de Belice, na ilha de Sicilia.

Por que foi criado

O Cretto di Burri serve para registrar a devastação do terremoto de 1968, ao mesmo tempo em que celebra a reconstrução de Gibellina. A obra deixa visíveis os vestígios e as ruínas sob o concreto, convertendo destruição em memória visual.

Estrutura e impacto urbano

Gibellina Nova foi planejada com ruas largas e infraestrutura voltada para veículos, em vez de tradicional centro de pedestres. O desenho urbano prioriza conectividade e espaço para a arte, refletindo uma abordagem modernista.

Aguçamento cultural e turismo

A cidade abriga um conjunto de museus, galerias e instalações ao ar livre. A Nova Gibellina tornou-se referência de arte contemporânea na Itália, recebendo obras de artistas como Mario Schifano e Carla Accardi, além de projetos de teatro e música.

População e vida local

A cidade abriga hoje cerca de 3.000 moradores, com mais de 5.500 obras de arte em espaços públicos e museus. O retorno da vida local tem sido gradual, com centros culturais e espaços de convivência emergentes.

Perspectivas para 2026

Gibellina recebeu apoio para restaurar edifícios e consolidar seu status cultural, com eventos programados e residências artísticas para atrair novos talentos. O objetivo é manter a arte como motor de desenvolvimento.

Reflexo histórico

A reconstrução de Gibellina envolve debates sobre autossustentação de patrimônios culturais em cidades pequenas. O projeto revelou uma estratégia de combinar memória histórica com produção artística contemporânea.

Olhando para o futuro

A gestão local mantém o foco em vínculos entre artes, educação e turismo para revitalizar a comunidade. A expectativa é de que as exposições e residências ajudem a manter Gibellina como referência de arte contemporânea na região.

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