Dois dias após o início de uma nova rodada de negociações sobre o Estreito de Ormuz, militares dos EUA invadiram o navio iraniano Touska durante uma operação de interceptação no Golfo de Omã. O evento, divulgado pelo Comando Central dos EUA, ocorreu no domingo (19) e incluiu entrada de fuzileiros navais por meio de rapel, com apoio de helicóptero, sobre os contêineres da embarcação.
Segundo os EUA, a embarcação tentou furar o bloqueio naval estabelecido pelos Estados Unidos na região. O navio foi interceptado após ter sido avistado por outra embarcação do mesmo esforço de monitoramento. A custódia do Touska foi assumida pelos fuzileiros navais norte-americanos.
O governo americano informou que o navio está sob sanções do Departamento do Tesouro devido a um histórico de atividades ilegais. Autoridades norte-americanas afirmaram ainda que estão verificando o conteúdo a bordo e que o navio teria partido da China com destino a um porto no Irã.
Contexto da tensão no Golfo de Omã
O episódio se insere em uma escalada de tensões entre Irã e EUA, em meio a negociações sobre o cessar-fogo e o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Na sexta-feira, o Irã anunciou a reabertura total da rota, mas, no dia seguinte, informou o fechamento da via por causa do bloqueio naval.
No sábado, a Guarda Revolucionária do Irã realizou disparos contra dois petroleiros indianos que passavam pela região, provocando críticas internacionais. O presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou a violação do cessar-fogo nas redes sociais.
As negociações entre EUA e Irã devem ocorrer na segunda-feira (20), em um encontro no Paquistão. Enquanto os EUA enviaram uma delegação para as conversas, a mídia estatal iraniana informou que Teerã não participará da rodada.
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