O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo em rede social que fuzileiros navais atacaram um cargueiro de bandeira iraniana que tentava furar o bloqueio aos portos iranianos no estreito de Hormuz. Segundo ele, a tripulação não obedeceu a ordens de parada e o navio foi interceptado pela Marinha dos EUA.
Trump disse ainda que a embarcação, com quase 275 metros de comprimento, ficou com um buraco na casa de máquinas e que a custódia do navio já está sob controle. A divulgação ocorreu horas após a Guarda Revolucionária Iraniana ter reapertado o estreito, segundo relatos de agências internacionais.
Fontes associadas ao jornalismo internacional apontam que a tensão no estreito se manteve elevada neste domingo, com acusações mútuas de violação de cessar-fogo. O transporte marítimo na região ficou paralisado por momentos e houve relatos conflitantes sobre a retomada do fluxo.
Desdobramentos no estreito
A CMA CGM, empresa de navegação francesa, informou que um dos navios atingidos pertencia à sua frota e classificou o incidente como tiros de advertência. A tripulação estaria segura, segundo a companhia.
O Irã afirmou ter imposto regras rígidas de passagem pela via após o que classificou como violações e atos de pirataria por parte dos EUA, que teriam usado o pretexto do bloqueio para impor restrições. Autoridades iranianas indicaram que a liberação de algumas embarcações, anunciada na sexta, foi revertida ante a escalada de tensões.
Analistas apontam que, segundo relatos de autoridades anonimizadas, as Forças Armadas dos EUA teriam planos para expandir ações para petroleiros no curto prazo, aumentando a pressão sobre o Irã em águas internacionais. Em contrapartida, Trump disse manter conversas com o regime, mas advertiu que o cessar-fogo pode não ser renovado caso não haja acordo até a próxima quarta-feira.
O governo americano também sinalizou que o bloqueio permanece ativo e que, dependendo do andamento das negociações, novas ações poderiam ocorrer para impedir operações iranianas ligadas ao comércio de petróleo na região. A situação continua sob monitoramento internacional.
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