A Europa começa a medir a ameaça dos drones, que já chegaram a locais antes considerados improváveis. Na Ucrânia, o alarme nuclear volta ao centro do conflito, com Kiev acusando Moscou de atacar subestações que alimentam as usinas nucleares de Khmelnytsky e Rivne. Segundo o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, esses ataques não seriam incidentes isolados, mas operações planejadas para colocar em risco a segurança nuclear continental.
A ofensiva russa também é citada pela expansão do uso de drones contra alvos estratégicos na Ucrânia. Ainda conforme relatos, no início de novembro Moscou teria lançado mais de 450 drones e 45 mísseis, atingindo várias regiões. Em Dnipro, um drone causou mortes em um prédio residencial, elevando o saldo de vítimas. Outros ataques ocorreram em Kharkiv e Zaporizhzhia.
Ofensiva
Kiev afirma que a Rússia instrumentaliza o risco atômico, buscando desestabilizar o fornecimento de energia e provocar falhas no sistema de refrigeração das usinas. Ao mesmo tempo, Moscou sinaliza uma agenda nuclear autônoma, com o ministro Sergei Lavrov mencionando propostas para um possível teste por ordem de Vladimir Putin, em resposta a declarações do presidente dos EUA. A tensão entre as potências permanece elevada, ampliando a percepção de risco na região europeia.
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