O governo do Paquistão parece manter a preparação para uma segunda rodada de negociações entre EUA e Irã em Islamabad, apesar da incerteza sobre a participação de ambos os lados. A possível presença de autoridades iranianas foi mencionada, mas ainda sem decisão formal.
O pedido de Islamabad para suspender bloqueio naval dos EUA sobre o Irã é visto como passo-chave para retomar o diálogo. O prazo para a entrada em vigor do cessar-fogo de duas semanas também vem sendo apontado como fator central nas negociações.
Sobre a participação e as tratativas
Um diplomata iraniano informou a Reuters que ainda não havia decisão tomada sobre a participação, enquanto o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, citou violações contínuas do cessar-fogo pelos EUA como entrave. O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou Donald Trump de pressionar Teerã via bloqueio, e disse ter novas cartas para a arena.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, permanece nos EUA, com informações conflitantes sobre a viagem a Islamabad. Em Islamabad, as autoridades locais afirmam que os preparativos para a segunda rodada prosseguem, caso haja acordo para a reunião.
Contexto regional e impactos
A região vive cortes de energia devido ao bloqueio do Estreito de Hormuz, com quedas que chegaram a mais de sete horas em cidades paquistanesas. Bangladesh sinalizou risco de queda de combustível para manter as usinas operando, agravando o contexto econômico da região.
Na arena externa, o secretário de Relações Exteriores da Rússia, Lavrov, conversou com Araghchi sobre a continuidade dos esforços diplomáticos e a passagem de navios russos pelo Hormuz. Além disso, o preço do petróleo caiu na terça-feira, com otimismo moderado sobre um acordo para reabrir o estreito.
Desdobramentos na comunicação e no conflito
O cessar-fogo, que vence nesta quarta-feira, permanece na linha de frente das discussões entre Puertos: Teerã e Washington, com a pressão de ações militares no terreno. A reunião envolve negociações sobre garantias de passagem segura e de fim de hostilidades para retomar acordos de cooperação entre os países.
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