Os EUA demonstram otimismo sobre um acordo com o Irã, mas as negociações seguem incertas. A trégua de duas semanas pode expirar em dias, e Paquistão, que atua como mediador, sinalizou condições para uma retomada das conversas nesta quarta-feira (22).
Uma autoridade iraniana sênior afirmou que Teerã analisa positivamente a participação nas negociações, ainda que nenhuma decisão tenha sido tomada. Na véspera, fontes paquistanesas disseram que o clima é favorável para o retorno dos contatos.
O petróleo recuou com o otimismo, refletindo expectativa de reunião reativada entre Washington e Teerã após uma rodada em Islamabad ter ficado sem acordo. Brent caiu de cerca de US$ 95 para US$ 94, e o WTI operava próximo de US$ 88 por barril.
As tensões permanecem altas. Teerã criticou bloqueios aos portos iranianos e a abordagem de um navio comercial, o Touska, o que foi visto como violação do cessar-fogo. Comandante iraniano alertou sobre resposta rápida a hostilidades.
O principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou o governo americano de pressão por meio de sanções. Ele afirmou que Trump tenta transformar as negociações em submissão. Washington não confirmou datas oficiais.
O Irã mantém expectativa de ganho no acordo para evitar uma nova escalada, com foco em alívios de sanções e preservação de seu programa nuclear, ao mesmo tempo em que busca manter sob controle o Estreito de Ormuz. O petróleo é alvo de volatilidade mundial.
O Paquistão informou que o cessar-fogo pode terminar às 20h de quarta (horário de Washington) ou 3h30 de quinta (horário iraniano), dependendo da evolução das negociações. As partes envolvidas não confirmaram um calendário definitivo.
Fontes de segurança marítima indicaram que o navio Touska possuía itens de uso dual, segundo a visão dos EUA, o que aumentou a discussão sobre a liberação da embarcação. O Irã pediu libertação imediata da tripulação e da carga para evitar nova escalada.
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