Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Milei envia reforma eleitoral ao Congresso que elimina primárias e ficha limpa

Milei envia ao Congresso reforma eleitoral que elimina primárias, cria ficha limpa e propõe recomeço como moeda de negociação

Milei passará pelo seu maior teste de fogo nas eleições legislativas de meio de mandato.
0:00
Carregando...
0:00

Javier Milei anunciou nesta terça-feira que encaminhará ao Congresso, amanhã, uma reforma eleitoral que elimina as primárias abertas, altera o financiamento de campanhas e prevê a implementação da ficha limpa. A medida busca também abrir espaço para o mecanismo de recomeço, conforme apurado pelo jornal La Nación.

A proposta foi definida em reunião do comitê político do governo Milei na sexta-feira, com foco em pontos centrais. O texto inclui a possibilidade de partidos em crise se reunirem sob novas siglas por meio do chamado recomeço.

A reforma propõe que pessoas já excluídas do cadastro eleitoral por base legal não possam se candidatar. Também devem ser considerados crimes contra a humanidade e genocídio na aplicação da ficha limpa, segundo a imprensa local.

Proposta e mudanças previstas

Dentre as mudanças, está a extinção das primárias abertas, que definem candidatos antes das eleições. Grupos da oposição resistem, argumentando que as PASO ajudam a definir nomina antes de enfrentar o governo nas próximas eleições de 2027.

Para contornar o impasse, a equipe de Milei incluiu o recomeço no projeto como moeda de negociação. O objetivo é incentivar blocos resistentes a abrir espaço para análise, ao menos, em parte da proposta.

Trâmite parlamentar

O governo decidiu enviar primeiro o texto ao Senado, considerado mais favorável à construção de maioria. A Casa deve avaliar a viabilidade de aprovar a reforma, que depois seguiria para a Câmara dos Deputados.

Milei já havia sinalizado, no mês passado, a intenção de promover 90 reformas estruturais em 2026. Ele afirmou que as medidas visam redesenhar a arquitetura institucional da Argentina para as próximas décadas.

A agenda de reformas inclui áreas como economia, sistema tributário, código penal, educação, Justiça e defesa. O objetivo descrito é manter um ciclo de transformações desde a posse, em 2023, até alcançar uma chamada nova Argentina.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais