A Anistia Internacional publicou seu relatório anual nesta terça-feira, 21, em Londres, acusando governos de ampliar violência, destruição e repressão global. A organização chama líderes de “predadores” que minam a ordem internacional.
O documento aponta que Estados Unidos, Israel e Rússia estariam enfraquecendo normas criadas após a Segunda Guerra Mundial, substituindo a diplomacia por conflitos e coerção econômica. A secretária-geral, Agnès Callamard, defende resistência a essa nova ordem.
Entre as acusações, a AI afirma que Israel manteve ações que configurariam genocídio na Faixa de Gaza após o cessar-fogo de 2025. Também aponta ataques dos EUA fora de seu território e violações contra Venezuela e Irã, com base em ações consideradas ilegais.
Contexto internacional
Segundo o relatório, predadores políticos e econômicos buscam fragilizar o sistema multilateral, alegando que ele não serve à hegemonia de determinados países. A avaliação aponta ainda ataques a tribunais internacionais e retirada de compromissos multilaterais.
No continente americano, a AI registra maior repressão a protestos, violência policial e ataques a jornalistas. Em 2025, cerca de 1.143 mortes foram atribuídas a ações de forças de segurança nos EUA, com impacto desproporcional sobre populações negras.
Desdobramentos e cautelas
A organização destaca que líderes globais têm adotado posturas de covardia e omissão diante de violações de direitos humanos. Países europeus, como Espanha e Eslovênia, são citados como exceções por condenarem ações específicas na região.
A AI afirma que políticas de contenção devem ser rejeitadas e que a cooperação internacional precisa se manter firme para frear o avanço de modelos que comprometam direitos humanos e estabilidade.
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