O petróleo fechou em alta nesta terça-feira, sustentado por o que acontece nas negociações entre EUA e Irã. O impasse coincidiu com a ida adiada do vice-presidente dos EUA, JD Vance, a Islamabad para discutir o fim da guerra, conforme informações do The New York Times. Teerã não confirmou participação nas conversas, aumentando a cautela do mercado.
Trump afirmou que não pretende estender o cessar-fogo no conflito e que as forças armadas americanas estão prontas para agir caso as negociações fracassem. O acordo atual vence amanhã, elevando a pressão sobre investidores e governos para evitar uma intensificação do conflito na região.
O Brent para junho avançou 3,14%, a 98,48 dólares por barril, na ICE. O WTI para maio ganhou 2,81%, a 92,13 dólares por barril. A volatilidade está ligada ao risco de interrupção adicional no Estreito de Ormuz, rota que abrange cerca de 20% da oferta global de petróleo e gás natural liquefeito.
Impasse diplomático e trânsito de navios
O Paquistão afirmou não ter confirmação de que o Irã participará das negociações de paz com os EUA, após abordagens de forças americanas a um grande navio-tanque iraniano, em alto-mar, pouco antes do fim da trégua. Investidores acompanham ainda relatos sobre o fluxo de embarcações pela região.
A União Europeia anunciou orientações para companhias aéreas sobre slots, direitos de passageiros e serviço público em caso de escassez de combustível provocada pela guerra. A Alemanha informou que o abastecimento de querosene de aviação não está ameaçado no momento, com refinarias ajustando a demanda.
Estoques de petróleo
Analistas esperam que os estoques dos EUA tenham recuado em 1,8 milhão de barris na semana encerrada em 17 de abril. Se confirmado, será a segunda queda semanal consecutiva, a primeira desde fevereiro. O dado oficial será divulgado nos próximos dias.
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