O tráfego marítimo pelo estreito de Ormuz manteve-se praticamente paralisado nesta terça-feira (21). Dados de navegação indicam que apenas três navios atravessaram a hidrovia nas últimas 24 horas. A surpresa ocorre em meio a tensões regionais envolvendo Estados Unidos e Irã, que influenciam a circulação no corredor estratégico.
Entre os navios figuremize apenas informações limitadas: o navio-tanque de produtos Ean Spir, sem bandeira ou proprietário conhecidos, transitou pelo estreito após escala em um porto iraquiano. Também passou o cargueiro Lian Star, com bandeira e proprietário não identificados, segundo rastreamento. Ambos seguiram trajetos ligados a portos iranianos.
Separadamente, o navio-tanque de gás liquefeito Meda atravessou o estreito na segunda-feira, em sua segunda tentativa de deixar o Golfo, após recuo anterior. A defesa de dados por satélite, divulgada pela SynMax, confirma a movimentação, sem informações sobre bandeira ou propriedade.
Contexto geopolítico
Antes do conflito atual, o estreito abrigava cerca de 140 navios por dia, segundo dados históricos. A redução intensa ocorre após declarações de abertura temporária do Irã e subsequente fechamento, catalisando incertezas sobre a passagem segura de embarcações.
Observa-se ainda que o conjunto de operações envolve o bloqueio de portos iranianos pelos EUA, gerando resposta de Teerã com restrições próprias. Corretores de navios destacaram que até embarcações com requisitos aparentes podem enfrentar riscos de passagem.
Desdobramentos e condições atuais
Ontem, mais de uma dezena de navios-tanque passaram pelo estreito apenas em momentos de fluxo variável, conforme relatos de especialistas. A vigilância de rotas marítimas permanece alta, com monitoramento contínuo de autoridades e plataformas de rastreamento.
Segundo fontes do setor, a possibilidade de cessar-fogo entre EUA e Irã depende de negociações diplomáticas e de confirmações sobre o cumprimento de acordos. Enquanto isso, relatos indicam apreensão de embarcações em águas internacionais ligadas ao Irã.
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