O Wall Street Journal revelou, em 20 de terça-feira, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) ampliou sua atuação além das fronteiras brasileiras e se tornou uma força no tráfico mundial de cocaína. A reportagem descreve a origem da facção no sistema prisional brasileiro, na década de 1990, e seu crescimento ao longo dos anos.
O texto destaca que o PCC, criado dentro de unidades prisionais, evoluiu para uma estrutura empresarial com departamentos específicos para expansão, finanças e operações globais. Segundo o WSJ, a facção funciona hoje como uma “multinacional do crime”. O objetivo declarado é acumular riqueza, com menor exposição violenta que some aos objetivos de terror ou notoriedade.
Segundo a publicação, o PCC já opera em trinta países. Autoridades americanas indicam a presença de membros em estados como Flórida, Nova York, New Jersey, Connecticut e Tennessee. Na Europa, o grupo consolidou seu principal mercado de cocaína, com parcerias de longa data.
Expansão e parcerias estratégicas
A reportagem descreve uma associação do PCC com a máfia italiana para viabilizar a distribuição europeia. O acordo permite vender a droga por margens superiores a 10 vezes o valor na fronteira com a Bolívia, segundo o veículo.
Rotas e estruturas de lavagem
Entre as rotas, o jornal aponta países africanos como Guiné-Bissau e Cabo Verde como entrepostos para armazenamento e tráfego. Portugal aparece como ponto de entrada, onde haveria uma operação estruturada de lavagem de dinheiro e logística para sustentar a operação.
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